Live Art constitui-se essencialmente de obras artísticas temporárias que cobrem diversas áreas e discursos, envolvendo, de alguma maneira, corpo, espaço e tempo. Falar de Live Art é falar de uma pletora de formas de tratar as questões da condição de estar vivo e sua expressão corpórea, algumas das quais ainda nem mesmo existem.
Live Art não deveria ser entendida como a descrição de uma forma de arte, mas sim, como uma estratégia de inclusão de uma diversidade de práticas e artistas que, em outras circunstâncias, se encontrariam “excluídos” de todos os tipos de política e de apoio e de toda espécie de trabalho de curadoria ou de debate crítico.
Usar o termo Live Art não é tentar definir ou estabelecer uma prática, mas, sim, uma estratégia que abre uma nova paisagem, mapeia novas geografias artísticas, imagina novas formas de trabalho e, ao mesmo tempo, cria apropriadas estruturas culturais, críticas e de curadoria em torno desse campo eclético e expansivo de práticas e artistas.
Live Art é, portanto, o termo para um esquema de modelagem, uma forma de abordagem, acomodação e liberdade de uso de novas formas de trabalho, as quais nem sempre se ajustam às estruturas existentes e às configurações e fronteiras rígidas das áreas reconhecidas de expressão artística.
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