O Reino Unido possui os mais bem equipados centros de pesquisa do mundo. É internacionalmente reconhecido por sua excelência em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia de ponta. Mas o sucesso dos empreendimentos tecnológicos no Reino Unido depende cada vez mais de uma estreita colaboração entre a indústria e a academia, além de ativa participação da sociedade no processo criativo.
Porque o Reino Unido descobriu que esta é a melhor maneira de estimular o crescimento econômico e as inovações tecnológicas, para o benefício da economia e principalmente da qualidade de vida.
Descubra como e por que esta estratégia vem dando certo no Reino Unido e faz com que a educação em Ciência e Tecnologia no Reino Unido seja uma das melhores e mais interessantes do mundo.
Gerando Conhecimento
Se inovação é a chave para a competitividade, o conhecimento torna-se o recurso mais valioso da economia contemporânea. O Reino Unido é particularmente criativo em ciência e tecnologia, tendo mais de noventa cientistas entre os ganhadores do Prêmio Nobel da Ciência, algumas das melhores instalações científicas no mundo e excelente reputação em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Da mesma forma que geram novos conhecimentos sob a forma de resultados de pesquisa, as universidades contribuem para a inovação ao preparar profissionais capacitados, criando novos mecanismos e metodologias, gerando soluções tecnológicas e desenvolvendo novos negócios e produtos.
No Reino Unido, a indústria também se utiliza da academia para mantê-la atualizada, fornecer-lhe consultorias e informações em geral, e para construir sua imagem empresarial. As universidades britânicas são máquinas de inovação. E seu produto mais valioso não é tecnologia, mas talento.
Inovação em Educação
Se o conhecimento é um recurso fundamental na economia, os recursos humanos são a maior riqueza de um país. Ao apresentar a formulação de sua nova estratégia para 2001, no documento "Oportunidades para todos em um mundo de transformações", o Secretário Nacional de Educação afirmou: "O sucesso depende, como nunca antes, de educação e habilidades profissionais. Se um dia nos bastava dispor de abundantes recursos naturais, hoje dependemos de emprego, justiça social e do conhecimento produzido pela nossa população".
No Reino Unido, para se desenvolver essas capacidades é necessário assegurar que cursos universitários, colégios e faculdades forneçam às pessoas o conhecimento e as habilidades de que precisam para se adequar ao mercado de trabalho. O emprego de novas tecnologias vem atender a estas necessidades. Universidades precisam deste suporte para desenvolver novas formas de aprendizado, novos modelos que sejam compatíveis à vida das pessoas. Aprendizado em meio turno, oportunidades de retornar aos estudos na idade madura e educação à distância são algumas alternativas oferecidas para que estudantes escolham a que melhor atenda aos seus objetivos.
Incentivando empreendimentos
Trabalhando em parceria com a Indústria
No documento que norteia a política de Ciência e Inovação no Reino Unido, elaborado em 2000, afirmou-se: "Na economia contemporânea calcada no conhecimento, não é preciso apenas gerar conhecimento: tem-se também que tirar o melhor proveito dela. Ligações mais sólidas entre a indústria e a academia são um importante elemento desta estratégia. Hoje qualquer empresa precisa inovar: desenvolver novos produtos constantemente e desenvolver novas formas de produção. A ciência britânica trabalha com a indústria, ajudando negócios a incorporarem resultados, metodologias, instrumentações e técnicas desenvolvidos em pesquisa.
Pesquisadores acadêmicos também trabalham com outros usuários de ciência e tecnologia, como profissionais de saúde em hospitais, ajudando-os no desenvolvimento de novos produtos e serviços que tragam reais benefícios a sua rotina de trabalho. O documento anunciou um número de medidas que encorajam laços mais fortes entre pesquisadores e indústrias dos setores público e privado. Estas incluem: £140 milhões para o Fundo de Inovação para a Educação Superior para desenvolver a capacidade das universidades de trabalhar com a indústria, principalmente pequenos negócios; o dobro no número de iniciativas da Faraday Partnerships para conectar a base de conhecimento tecnológico a redes de negócios; £ 15 milhões adicionais para que centros de apoio a empreendimentos científicos ajudem a trazer as habilidades necessárias à indústria para o currículo acadêmico.
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